Livraria Camões vai reabrir

Boas notícias. A Livraria Camões, no Rio de Janeiro, já não vai desaparecer. Fechará as portas no final deste mês, tal como foi anunciado, mas com a garantia de as reabrir um pouco mais tarde. A notícia vem no Público:

“A administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S.A. (INCM) e a direcção executiva do Grupo Almedina assinaram ontem, dia 26.01.2012, um memorando de entendimento que possibilitará a reabertura, ainda no decurso do corrente semestre, da Livraria Camões, no Rio de Janeiro”, informou o comunicado.

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Fim da colaboração com a revista Os Meus Livros

Olhando para o que se passa no nosso país, começa a parecer normal que as entidades empregadoras ou requerentes de serviços não cumpram a sua função pagadora. Mas o que é normal por ser recorrente não tem de ser aceitável. Serve o intróito para anunciar que a partir de Fevereiro deixaremos de colaborar com a revista Os Meus Livros. O motivo? Após três meses sem recebermos os pagamentos que nos eram devidos, decidimos fazer alguma pressão junto da administração (que era a CE Livrarias, no início deste processo, e passou a ser a Sodilivros, em Dezembro), no sentido de divulgar que estávamos sem receber desde a edição de Outubro. Como resultado dessa tentativa, que já não era a primeira, de termos alguma garantia relativamente aos nossos direitos, foi-nos dito que estávamos dispensadas. E estaremos dispensadas, mas continuamos à espera dos pagamentos que nos são devidos.

Vamos por partes. O atraso dos pagamentos verifica-se desde o início de Novembro. Primeiro, foi-nos dito que os pagamentos estavam atrasados, mas que seriam efectuados no início de Dezembro. A meio de Dezembro, depois de várias tentativas frustradas de obtermos respostas directas da administração, fomos informadas por mail de que, no início do mês, a Coimbra Editora Livrarias teria vendido a publicação Os Meus Livros à distribuidora Sodilivros, que integra o mesmo grupo empresarial. Por isso, mantinha-se o atraso nos pagamentos e deveríamos alterar o destinatário do recibo verde. Assim fizemos.

Depois de vários telefonemas e e-mails sem respostas concretas, e depois de termos dito ao director da revista que não entregaríamos os artigos para a edição de Janeiro enquanto não houvesse uma palavra directa da administração (que, durante todo este processo, só falou connosco por mail para avisar que os pagamentos iriam começar a ser regularizados, sem nunca apontar uma data, e para noticiar a mudança para a Sodilivros; nunca nos explicaram o que se passava, nunca tentaram chegar a um acordo de pagamento faseado, nunca se deram ao trabalho de nos dizer se estavam, ou não, com dificuldades financeiras), foi-nos dito que os pagamentos seriam regularizados até ao final do ano. No entanto, e estranhamente, sem data prevista, apesar de faltarem apenas oito dias úteis. Fomos então confrontadas com uma situação deveras ingrata: tínhamos sido as únicas, segundo o director, a não entregar os artigos. Não querendo ser responsabilizadas pelos infortúnios comerciais da revista, decidimos entregar os nossos artigos no dia 22 de Dezembro. Até dia 30 não fomos contactadas por ninguém para anunciar o pagamento ou justificar a sua ausência. Contactámos então o director da revista, que não tinha informações sobre a situação. Já em Janeiro, e depois de termos pressionado a administração, ficámos a saber, pelo director, que a administração nos tinha dispensado na sequência da nossa vontade expressa de divulgarmos a situação de incumprimento nos pagamentos. Nessa mesma altura foi-nos garantido que receberíamos até ao fim da semana. A semana passou. Passou mais outra. Continuamos sem receber. E continuaremos a perguntar à Sodilivros quando nos pagará. Fomos dispensadas, mas a dívida que têm para connosco ainda não foi saldada.

Depois disto, resta-nos informar todos aqueles que nos liam de que não voltaremos a escrever na revista Os Meus Livros (pelo menos com esta administração, e como a revista já mudou de mãos tantas vezes, nunca se sabe). Agradecemos aos leitores e convidamo-los a seguirem-nos nos nossos blogues e outras publicações com as quais continuaremos a colaborar.

Andreia Brites
Sara Figueiredo Costa

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Prémios de Edição Ler/Booktailors 2011

Começou o período de votação do público nos finalistas da 4.ª edição dos Prémios de Edição Ler/Booktailors. A votação do público tem um peso de 20 % na eleição final dos vencedores e as votações decorrem até ao dia 15 de Fevereiro, aqui. Os vencedores serão conhecidos na 13.ª edição das Correntes D’Escritas, em cerimónia a decorrer no dia 25 de Fevereiro.

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Novas narrativas sobre mulheres

“Novas narrativas sobre mulheres”, conferência com Ana Morais e Teresa Almeida integrada no ciclo de conferências dedicadas às Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Mais logo, pelas 18h00, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL.

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Rota das Letras

O Festival Literário de Macau, Rota das Letras/Script Road, co-organizado pela Ponto Final e pela Society of Arts and Letters, tem início marcado para o dia 29 deste mês. A lista de escritores convidados é extensa e inclui participações de países como Portugal, Brasil, China ou EUA. Aqui pode consultar-se o programa, em PDF.

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Terno Bárbaro

Bohumil Hrabal,
 Terno Bárbaro
 Teodolito
 Tradução de Ludmila Dismánova

Quando publicou o seu primeiro livro, em 1962, Hrabal foi recebido pelos leitores e pela crítica como o novo Kafka. Seis anos depois, com o Pacto de Varsóvia pelo meio, os seus livros foram proibidos pelo regime, o que não o impediu de conquistar leitores dentro e fora da então Checoslováquia.

Abreviando as peripécias políticas, diga-se, já em aproximação ao livro que a Teodolito agora edita, que cultivar a boémia em tom de surrealismo maior debaixo da bota estalinista não terá sido tarefa fácil. Mas foi tarefa a que devemos estar gratos, como se confirma nestas páginas. Terno Bárbaro é uma sentida elegia a Vladimír Boudník, pintor e gravador checo que ficou associado à criação do explosionismo (um movimento em devir, cujas características arruinariam o número de caracteres deste texto) e cuja amizade com Hrabal se revela aqui, ainda que sob a lente genialmente deformada de uma prosa torrencial, marcada pelas imagens distorcidas e por um certo automatismo da linguagem. Boudník é o bárbaro do título, emocionando-se com a natureza, mas igualmente com a ferrugem dos canos, a fetidez dos urinóis ou a decadência romântica das tabernas checas. À sua cumplicidade com Hrabal, num período que se centra nas décadas de 50 e 60 do século passado, junta-se a presença frequente do escritor Egon Bondy, compondo um trio que terá dado muitas dores de cabeça à vizinhança, mas cuja encenação narrativa continua, passados quase quarenta anos, a agitar generosamente as meninges dos leitores.

Sara Figueiredo Costa
(oublicado na Time Out, Dez. 2011)

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Biografias de luxo

Depois de Luiz Pacheco, Fernando Assis Pacheco e a sua biografia, assinada por Nuno Costa Santos. O lançamento está marcado para o dia 1 de Fevereiro, às 18h00, no cinema Nimas (Lisboa). A sessão começará com a exibição do documentário Saudade Burra de Fernando Assis Pacheco, de Nuno Costa Santos, realizado por Margarida Moura Guedes e Paulo Galvão, e prosseguirá com o lançamento da biografia, apresentada por António Mega Ferreira, João Rodrigues, Rogério Rodrigues e a família de Assis Pacheco.

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Cormac McCarthy no Twitter?

Se for verdade, como anuncia o Guardian (mantendo, ainda assim, algumas reservas), talvez seja caso para dizer que o Apocalipse está mesmo a caminho… O Twitter de Cormac McCarthy (ou de alguém que assina por ele, veremos), aqui.

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Novidades D. Quixote

As Palavras do Corpo – Antologia de Poesia Erótica, de Maria Teresa Horta; Gare do Oriente, de Vasco Luís Curado; Nova Teoria do Mal, de Miguel Real; A Vida Privada de Maxwell Sim, de Jonathan Coe; Dias de Expiação, de Michael Gregorio. Em Fevereiro, nas livrarias.

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Prémio Inês de Castro para Gonçalo M. Tavares

Com o romance Uma Viagem à Índia (Caminho), Gonçalo M. Tavares acaba de ser distinguido com mais um prémio literário, desta vez o Prémio Fundação Inês de Castro, por decisão de um júri composto por José Carlos Seabra Pereira, Fernando Guimarães, Mário Cláudio, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. A cerimónia de entrega do prémio está marcada para 4 de Fevereiro, na Quinta das Lágrimas (Coimbra).

 

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Livraria Portugal

Nunca vi Natália Correia ao vivo, mas tenho dela uma imagem muito nítida, de cigarro na ponta de uma enorme boquilha, cabelo armado e os gestos fulgurantes a pontuarem uma fala segura e sonora. Encostada ao balcão da Livraria Portugal, Natália Correia perorava sobre a poesia portuguesa, enquanto os clientes da casa, muitos deles escritores, ouviam e rebatiam, ou fingiam não ouvir. É uma memória muito definida, tão definida que não é minha, apesar de integrar sem risco de falsidade maior do que tantas outras o meu acervo pessoal de memórias. É uma memória da minha mãe, que eu ouvi tantas vezes e que imaginei com tanta dedicação que passou a ser minha. E era uma memória da minha avó, caixa na Livraria Portugal durante muitos anos. Na verdade, a Livraria Portugal, onde só entrei mais tarde, quando comecei a vir para Lisboa sozinha (é uma espécie de ritual de passagem suburbano, vir a Lisboa de modo independente), forneceu-me muitas memórias como esta, episódios a que não assisti mas que se colaram ao meu imaginário sem nenhuma diferença relativamente àquilo que se consideram memórias realmente experimentadas: Vergílio Ferreira escolhendo livros na estante, David Mourão-Ferreira parando para respirar, entre livros, o sossego que não lhe dariam as suas muitas pretendentes, os recados que se deixavam, a minha tia trabalhando durante um tempo no andar de cima, aquele que tem as janelas para a rua, os livros que pediam à minha avó para esconder debaixo do balcão, não fosse a PIDE aparecer para os apreender, e que mais tarde eram passados a outra pessoa, a minha mãe, miúda, a espreitar as novidades, abrindo os livros com todo o cuidado e lendo de uma ponta à outra os volumes que não podia comprar, as discussões que por vezes estalavam entre gente das letras, umas vezes motivadas por barricadas estético-literárias, outras por histórias de cama mal contadas. Quando eu comecei a ir à Livraria Portugal já nada disto era assim, claro. A minha avó estava reformada, a minha tia trabalhava noutro sítio e a minha mãe já podia comprar alguns livros; Natália Correia aparecia na televisão, num programa chamado Mátria, David Mourão-Ferreira aparecia com o seu cachimbo na mercearia de uma aldeia onde eu também crescia, e a PIDE, felizmente, já tinha acabado há muito, entre tanques cobertos de gente e cravos que também hão-de ter passado pela Rua do Carmo. Agora, setenta anos depois de abrir as portas, a Livraria Portugal vai ter de fechá-las. A notícia vem em vários jornais, nomeadamente no i, onde António Machado, funcionário da livraria há 40 anos, explica que a situação é “insustentável com as grandes alterações no mercado livreiro, a quebra das vendas e a insuficiência de meios para pagar as despesas”. E diz mais: “Os livros vendem-se hoje em todo o lado: nas grandes superfícies, na internet, nos correios, a preços e com condições que não podemos acompanhar“. Suponho que isto seja o progresso, o mundo a funcionar, o inevitável e blá, blá, blá. Pela minha parte, estou muito triste.

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Changuito e Poesia Incompleta em entrevista

No blog Tantas Páginas há uma entrevista com Changuito, da Poesia Incompleta, que bem podia ser lida por essa internet afora. Está aqui. Fica um excerto, para abrir apetites:

PT. Tem um iPad? E Kindle? Como vê o futuro do livro de poesia em papel num mundo tomado de assalto pela revolução digital e pelo download pirata?

C. Nem um, nem outro. Tive cães e gatos a que podia ter chamado kindle ou ipad, mas agora acho que já vou tarde. Parece-me que os leitores de poesia, como os espectadores de futebol gostam de ir aos estádios, terão sempre prazer em ter um livro, folheá-lo, marcá-lo, emprestá-lo.

Será, parece-me que já o está a ser, uma realidade que alterará o comércio das bestas céleres (para usar um termo de Alexandre O´Neill). O livro passará a ter um trajecto diferente e que pode não passar sequer por livrarias em linha. Pode ir directo de editores a leitores. No entanto, acho que os livros como os de poesia, bem como as livrarias especializadas, sejam elas quais forem, terão vida longa. Mais rapidamente vejo os grandes retalhistas a sofrerem com as livrarias em linha, e a terem de modificar as suas estruturas, do que fechar uma grande livraria de viagens, de livros policiais, de arte ou de poesia. Vejo, por exemplo, o Rui Pedro Lérias, da Loja de História Natural, falar dos livros que vende com uma intimidade que não encontro paralelo em lado nenhum. Ouço qualquer das pessoas que compõem o magnífico trio da Letra Livre e penso que com eles posso ficar a saber alguma coisa do muito que eles sabem. Passa-se o mesmo com o Luís Gomes, da Artes & Letras, um navio ancorado no Largo Trindade Coelho, disfarçado de livraria.

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Ler os jornais estrangeiros faz mal

Uma pessoa passeia-se pelas secções de livros respectivas e depois fica assim, cheia de vontade de ler coisas que não tem à mão. É o caso deste New York Diaries. 1609-2009, coordenado por Teresa Carpenter e com edição Modern Library. Dwight Garner escreve sobre ele no New York Times, aqui.

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José e Pilar fora dos Óscares

Conhecida a lista de nove filmes que concorrem aos Óscares na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, José e Pilar ficou fora. No site da Fundação José Saramago, a tristeza pelo facto vem acompanhada de um optimismo mais do que justificado sobre o percurso futuro do filme. É como disse o realizador, Miguel Gonçalves Mendes, na sua página do Facebook: “Fizemos o possível e o impossível, mas não conseguimos. Obrigado a todos pelo apoio e agora… agora é seguir em frente”.

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Congresso Internacional sobre Alves Redol

A partir de amanhã, na Faculdade de Letras de Lisboa e no Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira). Programa aqui.

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Acordo Fotográfico

Já tínhamos as ‘Leituras em Lugares Públicos’ (a última é esta), do Alexandre Andrade, agora temos o Acordo Fotográfico, um blog que fotografa pessoas entregues aos livros. Vai direitinho para a coluna da direita.

(na imagem, o Sr. Alberto lendo Erico Veríssimo, num post de 9 de Janeiro)

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Avenida de Poemas

Mais logo, a partir das 21h30, no palco do Teatro Tivoli, a edição de Janeiro da Avenida de Poemas recebe Francisco José Viegas e a sua escolha de poemas. A conversa será conduzida por José Mário Silva e Raquel Marinho.

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Rubem Fonseca vem às Correntes d’Escritas

E está confirmado. O escritor Rubem Fonseca estará presente nas Correntes d’Escritas, que este ano decorrem entre os dias 22 e 25 de Fevereiro.

(via Ler)

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Coisas que nos dão muito mais esperança do que os gráficos da bolsa quando fingem subir

Já é bom ver uma reportagem com a qualidade a que a jornalista Miriam Alves nos habituou, e nestas coisas não há como estarmos bem habituados, mas juntar a isso uma tal quantidade de esperança no futuro é um feito sem igual nestes dias tão sombrios. Acrescenta um Conto, a reportagem de Miriam Alves que passou ontem à noite no telejornal da Sic, mostra a pequena-grande revolução que uma professora de Vizela levou a cabo com uma pasta de contos e um pedido para que alunos e pais os lessem em conjunto. Vejam-na a partir do minuto 36 (e depois digam lá se não ficaram com vontade de agarrar em meia dúzia de livros bem escolhidos e de os ir ler em voz alta pela rua fora, pelos cafés, pelas repartições…).

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Tinta da China ruma ao Brasil

Não, não vamos ser abandonados pela Tinta da China (caramba, nem tudo há-de ser mau neste ano que ainda agora começou); vamos é partilhar a Tinta da China com o Brasil, e isso parece ser coisa boa. O Globo falou com Bárbara Bulhosa, a editora, e conta tudo aqui.

— A Europa está numa crise tremenda — diz Bárbara Bulhosa, que foi livreira por dez anos antes de fundar a Tinta-da-china. — Pensamos: “Para onde expandir? Onde poderíamos ter mais receptividade?”. Para o Brasil. E não só porque o país está crescendo, incentivando a leitura, criando uma camada nova de leitores. Mas é também porque é nossa língua, interessa-me divulgar autores portugueses que não estão aqui. ( declarações de Bárbara Bulhosa a O Globo)

O primeiro livro sairá no Brasil em Março, uma antologia de crónicas de Ricardo Araújo Pereira, convidado do festival Risadaria deste ano, em São Paulo. Segue-se O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, E a Noite Roda, a estreia de Alexandra Lucas Coelho na ficção (que também sairá deste lado do Atlântico), e um livro da escritora brasileira Tatiana Salem Levy (que por cá podemos ler na Cotovia) pensado para os leitores mais novos.
Não seria bem isto que o ‘nosso’ ministro da Economia tinha em mente quando pensou nos pastéis de nata, mas o catálogo da Tinta da China tem tudo para ser muito bem recebido no Brasil. E entre livros e pastéis, parece-me que os leitores brasileiros não terão do que se queixar.

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