Em Junho de 1979 começava a acção da Antígona. Declaração de Guerra às Forças Armadas, de Custódio Losa, ou A Insurreição Erótica, de Giorgio Cesarano, editados nesse mesmo ano, definem claramente a linha de interesses e preocupações da editora. Começa, assim, a desenhar-se um catálogo onde Georges Bataille, Henry David Thoreau, Raoul Vaneigem, Heinrich von Kleist, Max Aub ou Stig Dagerman vão encontrando os seus espaços naturais. Com o passar dos anos, o catálogo torna-se coeso, suficientemente provocador para não dar descanso aos espíritos inquietos e, ao mesmo tempo, de uma solidez cada vez mais rara. Com cerca de duas centenas de livros publicados, há motivos de sobra para celebrar os 30 anos da Antígona. E para desejar que a arte de escolher sem cedências, editar bem e tornar acessíveis textos por vezes pouco conhecidos se prolongue pelas próximas décadas.
Junho 29, 2009...10:39 AM
Nos 30 anos da Antígona I
Ir para os Comentários
1 Comentário
Junho 30, 2009 ás 10:56 AM
[...] Os 30 anos são os da Antígona. As três perguntas são da Sara Figueiredo Costa, dirigidas a Luís Oliveira, o editor da Antígona, sobre (justamente) os 30 anos da Antígona. [...]