A propósito de um texto de João Bonifácio sobre o concerto dos The Killers, de que o autor não gostou, uma turba de fãs enfurecidos invadiu a caixa de comentários do Público. E como João Bonifácio fez uma graçola com o estádio do Belenenses (onde decorreu o concerto), também houve ‘ultras’ da equipa a protestarem. Até aqui, tudo normal. Mas só até aqui, porque depois o Público decidiu pedir desculpa ao Belenenses. E sobre isso, leia-se o comentário de Pedro Mexia, no Bibliotecário de Babel, e o de Luís Miguel Oliveira, no seu blog. E pense-se um bocadinho sobre o que andamos a fazer aos jornais.
Se os jornais acham que se vão safar assim, colando-se ao rumor geral, reproduzindo as verdades feitas pela publicidade, trocando textos idiossincráticos (mas sempre potencialmente “ofensivos”, porque há sempre alguém para ficar “ofendido” com as coisas mais inacreditáveis) por textos neutros escritos por autómatos, é lá com eles, que devem gastar fortunas em estudos de imagem e marketing. Mas se o futuro é isto, jornais limpos de conflito, de contraditório, de vozes minoritárias ou mesmo solitárias, confortavelmente plasmados na paisagem, eh pá, então mais vale acabarem já. É que não precisamos disso para nada, e mais vale ir inventando outra coisa, de preferência que envolva menos dinheiro.
(Luís Miguel Oliveira)
O seu texto está muito “ligeiramente” equivocado. O texto em causa não era uma crítica mas uma notícia. O clube do Restelo foi ofendido sem qualquer justificação quando o autor estaria a abordar um festival de música e infelizmente todos os portugueses se julgam especialistas e bem informados sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, não hesitam em escrever posts.
Cara Anabela,
para se estar informado sobre o que se passou bastaria, neste caso, ter lido o artigo de JB, o que fiz ANTES de escrever o post.
Assim sendo, não estou equivocada e mantenho o que disse. O que temos aqui é uma diferença de perspectiva: onde a Anabela vê uma ofensa ao Belenenses, eu vejo um jornalista a dar o tom do seu estilo e do ambiente do festival.
Cumprimentos,
Sara