Como sempre, a sessão de encerramento desta décima primeira edição das Correntes d’Escritas integrou a entrega de prémios: Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora (cujos trabalhos escolhidos hão-de integrar um volume a editar pela Porto Editora, à semelhança do que aconteceu há um ano), Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus e Casino da Póvoa.
Mas antes dos prémios, as Correntes d’Escritas prestaram homenagem à escritora Rosa Lobato de Faria, recentemente falecida. Imagens da autora e uma pequena entrevista dominaram o palco do encontro, Luís Diamantino, vereador da cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, evocou a autora, que já esteve presente nas Correntes, e Manuel Alberto Valente, editor e amigo de Rosa Lobato de Faria, celebrou a sua vida e a sua obra, num texto que começou com estas palavras: “Minha querida Rosinha: se pensaste que escapavas a esta edição das Correntes d’Escritas, enganaste-te. As gentes da cultura têm muitos defeitos, mas têm memória.”
Por conta do temporal que entretanto se instalou, e que provocou alguns estragos por todo o país, Maria Velho da Costa, vencedora desta edição do Prémio Casino da Póvoa (como romance Myra, publicado pela Assírio & Alvim), não consegui estar presente na Póvoa do Varzim. Com uma área da linha ferroviária gravemente alagada, o comboio que a autora apanhou em Lisboa foi impedido de prosseguir para o Norte, e Maria Velho da Costa, que, segundo alguns amigos presentes na Póvoa, estava desolada com o facto de não poder estar presente na entrega de prémios, teve de ficar em Lisboa. Apesar disso, os aplausos fizeram-se ouvir, celebrando a escolha do júri e a autora escolhida.
À saída, começam as primeiras despedidas. No entanto, depois do encerramento ‘oficial’, ainda há a última noite de convívio no hotel. Aí, sim, se fecharão mais estas Correntes. Para o ano há mais.
