A última mesa destas Correntes foi moderada por Maria Flor Pedroso. O tema, “Cada palavra é um pedaço do universo”, foi debatido por Mário Zambujal, Milton Fornaro, Onésimo Teotónio de Almeida, Ricardo Menéndez Salmón e Rui Zink, perante um auditório a rebentar pelas costuras, como vem sendo habitual.
Mário Zambujal, que se apresentou como “um velho jornalista que conta histórias”, partilhou as suas primeiras experiências no jornalismo e presenteou a plateia com vários episódios das redacções por onde passou. Mas foi a Bíblia (a original, desta vez, e não a de Tiago Gomes) que esteve no centro das atenções, com Milton Fornaro e Rui Zink a referirem o “Génesis” nas suas intervenções. E entre várias anedotas, Onésimo Teotónio de Almeida confessou que o seu hábito (incontrolável, creio) de contar histórias é um modo de garantir que as suas palavras ficam, compondo um pedaço do universo.
Correntes d’Escritas 2010: Nona mesa
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