Castelao

A proximidade geográfica é um mito. Quando regressei da Galiza, já lá vão mais de dez anos, e voltei a instalar-me em Lisboa, pensei que os anos que se seguiriam iam trazer a publicação de vários autores galegos em Portugal. O contrário parecia-me estranho, depois de acompanhar as escritas mais recentes e conhecer, tão a fundo quanto possível, as mais antigas. Se Portugal ainda não tinha descoberto a literatura galega era porque os editores andavam distraídos e isso era coisa para se resolver em pouco tempo. Mais de uma década depois, muito pouco mudou. Nem os históricos, nem os novíssimos, por cá, nicles. E agora que ando às voltas com a obra gráfica e literária de Castelao (para um longo artigo que tem de ganhar forma final nos próximos dias e já está a ficar atrasado…), volto a pensar que talvez seja uma questão de tempo. Não pode ser de outra maneira.

Para abrir o apetite, espreitem o Museu Castelao. E se quiserem mais nomes, sobretudo se forem editores e estiverem aqui pelas bandas do Cadeirão, escrevam, que eu respondo na volta do correio.

2 Comentários

Filed under Autores, Autores de eleição, Edição, Galiza, Livros

2 Respostas a Castelao

  1. “Nicles” é exagerado, Sara. A Deriva publicou algumas coisas, a D. Quixote publicou a Rosa Aneros, saíram coisas do Quiroga…

  2. Tens razão, Jorge. E ainda há coisas do Manuel Rivas, uma edição da Cozinha Cristã do Ocidente, do Álvaro Cunqueiro, e talvez mais uma coisa ou outra, sendo que a Deriva tem o trabalho mais consistente, e logo com os ‘novos’. Ainda assim, e conhecendo o que se escreve do lado de lá do rio Minho, fica uma sensação de vazio nas estantes.

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