Para quem prefere contornar o ambiente cheio de sininhos e melodias agradáveis e oferecer logo um abanão sob a forma de livro

Gonçalo M. Tavares, Canções Mexicanas, Relógio D’Água
Entre ruas cheias de sujidade, mezcal de origem duvidosa e gente perdida de muitas maneiras, loucos, bêbedos e assassinos de toda a espécie, Canções Mexicanas deambula pelo país que se gaba de ter os mais altos índices de violência do mundo. A impulsionar a narrativa, não há viagem turística ou trabalho de campo, mas antes medo e reacção, alguma partilha, alguma observação, muita perdição.