Arquivo de etiquetas: Ana Luísa Amaral

Prémio António Gedeão para Ana Luísa Amaral

Ana Luísa Amaral, com o livro Vozes (Dom Quixote), é a vencedora da primeira edição do Prémio Rómulo de Carvalho/António Gedeão.

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O dom da ubiquidade

Mais logo, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Ana Luísa Amaral lança o seu mais recente livro, Vozes (D. Quixote). A apresentação será feita por Eduardo Lourenço e haverá leitura de poemas por Filipe Leal, Luís Lucas e a própria autora.

À mesma hora, mas na Ler Devagar da Pensão Amor (Cais do Sodré), Helena Vasconcelos lança Humilhação e Glória (Quetzal), com apresentação de Irene Flunser Pimentel e Julião Sarmento.

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Correntes d’Escritas 2012: Quinta Mesa

Sexta-feira, dez da noite. A temperatura nas esplanadas junto às praias é muito convidativa e contrasta com o calor insuportável que se respira no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, mas é o auditório que está cheio, com gente ocupando todos os pedaços livres de chão. E vieram para ouvir Afonso Cruz, Ana Luísa Amaral, Júlio Magalhães, Manuel Moya, Rui Zink e Valter Hugo Mãe, com moderação de Henrique Cayatte, falarem sobre o tema “a escrita é um investimento inesgotável no prazer”. Sobre a mesa propriamente dita quero escrever mais tarde, a partire dos apontamentos que tirei no caderno, numa posição realmente desconfortável e com vários pescoços alheios na minha linha de visão (até porque são quase quatro da manhã e daqui a nada já começa mais uma mesa), mas posso dizer que houve declarações de amor, convites à partilha de camas, histórias de suicidas capazes de despertarem muita simpatia, honestidade a toda a prova, delírios ainda por catalogar e a voz inimitável de Ana Luísa Amaral lendo um texto que ainda está por aqui a ecoar.

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Correntes d’Escritas 2011: quarta mesa

Diz-se que a poesia não costuma encher casas, mas a última mesa do dia garantiu o contrário e foi perante um auditório quase sem lugares que Ana Luísa Amaral, Carmen Yañez, Gastão Cruz, Ivo Machado e Uberto Stabile, moderados por Francisco José Viegas, recusaram o sentido imediato do verso de Paulo Teixeira, “Nua de símbolos e alusões é a poesia” (O Anel do Poço). Com uma divisão nítida entre duas posturas, a de dissecar sentidos e a de afirmar paixões, a mesa acabou por se encontrar na certeza de que o mote, assim, descontextualizado, não teria acepção possível. A não ser que, como propôs Ana Luísa Amaral, o verso fosse repontuado: “Nua. De símbolos e alusões é a poesia.”

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Hoje à tarde

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Sublinhados XXXVI

On my volcano grows the Grass
A meditative spot –
An acre for a Bird to choose
Would be the General thought –

How red the Fire rocks below–
How insecure the sod
Did I disclose
Would populate with awe my solitude.

——————————-

No meu vulcão a Erva cresce
Lugar de reflexão –
Um Acre escolhido por um Pássaro
Consideração geral –

Que intensa em baixo a Rocha em Fogo –
Que inseguro o torrão
Se o revelasse povoaria
De temor a minha solidão.

Emily Dickinson, Cem Poemas, tradução, posfácio e organização de Ana Luísa Amaral, Relógio d’Água (pg.114-115)

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Inversos, de Ana Luísa Amaral

Amanhã, pelas 18h30, na Biblioteca Almeida Garrett (Porto), Maria Irene Ramalho faz a apresentação do volume Inversos – Poesia 1990-2010, de Ana Luísa Amaral (Dom Quixote).

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Sublinhados XXXIII

PRIMEIRA IMAGEM

Numa tarde de sol,
dispôs-se no bordado e a bordar.
É que a luz da varanda era tão forte
que os olhos se detinham,
implodindo.
“Um sonho”, desejara.
E alguém, sorrindo,
lentamente afastou-se,
monte acima.

Ana Luísa Amaral, in Imagens (Campo das Letras, 2000)

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Correntes d’Escritas 2010: Primeira mesa

Sob o mote de uma frase de Agustina Bessa Luís, “Escrevo para desiludir com mérito”, juntaram-se Ana Luísa Amaral, Eduardo Pitta, Fernando J. B. Martinho, Francisco Moita Flores, Gilda Nunes Barata e Zuenir Ventura, moderados por Catherine Dumas. Entre dissecar a frase de Agustina e transpor a reflexão para a própria escrita, houve um pouco de tudo, e nem faltou alguma agitação na assistência. Zuenir Ventura protagonizou uma das intervenções que há-de ficar na memória dos que o ouviram, confessando que não gosta de escrever, porque é muito penoso (“mas gosto de ter escrito, sobretudo se ficou bem”), e que se tornou jornalista por acidente (quando era arquivista numa redacção e se voluntariou para escrever o obituário de Camus) e escritor por ordem da mulher (“O primeiro livro, escrevi porque a minha mulher mandou”).

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Poesia de Ana Luísa Amaral

Na quarta-feira, pelas 18h30, a Biblioteca Almeida Garrett (Porto) recebe a apresentação do livro Se Fosse Um Intervalo, de Ana Luísa Amaral (Dom Quixote). Isabel Allegro de Magalhães apresentará a obra e Paulo Eduardo Carvalho e a autora do livro lerão alguns poemas.

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