O texto de Jaime Bulhosa, no blog da Livraria Pó dos Livros, é de leitura obrigatória, não só porque presta um esclarecimento importante, do qual nem toda a gente teria conhecimento (em resumo, a Bulhosa já não é dos Bulhosa há muito tempo, e sim do Grupo Civilização, responsável pelos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores das livrarias e pela recente ‘suspensão’ de um trabalhador que ousou falar do caso para a SIC), mas igualmente porque coloca algumas questões pertinentes sobre o mercado livreiro e o seu funcionamento. É para ler aqui.
Um pequeno excerto:
É verdade que os tempos que correm são outros. Vivemos uma crise económica grave e cabe a cada um de nós lutar, responsavelmente, pelo posto de trabalho. É evidente que as empresas, enquanto esta crise se mantiver, não se podem dar ao luxo de pagar como nós pagávamos. Mas também é verdade que uma empresa que se esquece que o seu maior capital são as pessoas, arrisca-se a que as coisas não corram bem. Tenho dificuldade em entender como é que uma empresa que sempre declarou lucro, com pessoal formado e nome consolidado no mercado chegue, em apenas oito anos, a uma situação destas. Provavelmente haverá razões que desconheço. Quem tem o mínimo de princípios deve pagar as suas dívidas, de uma maneira ou de outra, isto é, com dinheiro ou sem dinheiro. De qualquer das formas estou solidário com os funcionários da Bulhosa e esperançado em que os actuais proprietários consigam resolver a situação.




