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Fotografar o Nome de Guerra

Estão abertas as inscrições para o Prémio de Fotografia Fotografar um Livro, instituído pela Fundação José Saramago com o apoio do BPI, da Câmara Municipal de Lisboa e da Assírio & Alvim. O livro escolhido para esta edição é Nome de Guerra, de Almada Negreiros, e o regulamento pode ser consultado aqui.

Sobre a Bedeteca de Lisboa

As notícias do apagamento da Bedeteca já circulam, depois de longos meses de uma destruição silenciosa de que só se apercebeu quem por lá passava regularmente. O problema não está na suposta ‘racionalização de recursos’, como diz a notícia do Diário Digital, citando o director municipal de cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Francisco da Motta Veiga; racionalizar recursos está muito bem, sobretudo em tempo de crise, mas aqui trata-se de apagar totalmente a autonomia de uma instituição que mantém uma actividade ímpar há vários anos, anulando quaisquer hipóteses de programação (coisa que já vem de há muito, com o fim do Salão Lisboa ou o encerramento da sala de exposições, com o fim do projecto editorial que ajudou a renovar a banda desenhada portuguesa, abrindo-a ao pensamento crítico e criando uma rede de contactos que originou muitos projectos relevantes, nacional e internacionalmente, e com o progressivo estrangulamento de uma autonomia que, era visível, permitia fazer muito com muito pouco, mercê do entusiasmo das pessoas que trabalharam na Bedeteca e da rede de apoio que foram construindo – e isso é que é racionalizar recursos, senhor director municipal.). O que agora se tornou público já ameaçava há muito tempo, e a crise há-de servir, como sempre, para os burocratas deste país darem cabo do que vai funcionando e deixando obra relevante, mesmo com poucos recursos. Perde-se a Bedeteca e com isso perde-se o acesso regular a exposições de banda desenhada de autor, ou de ilustradores que em poucos outros espaços serão visíveis, bem como a leitura de um fundo bibliográfico em suposto crescimento onde não pontuam apenas os Patinhas e os Astérix (sem desprestígio algum para ambos), a disponibilidade de uma equipa que sabe do que está a falar e com que matéria está a trabalhar, o espaço para o debate e o encontro em torno de autores, trabalhos, projectos e correntes que, lá fora, se desenvolvem dentro e fora de instituições, criando diálogos proveitosos, mas que aqui, pelos vistos, serão relegadas para outros planos. Tudo mercê da racionalização de recursos, esse chavão que não poupa dinheiro a ninguém e que vai destruindo coisas que valem a pena com o argumento de ser preciso acabar com as que não valem.

Nos 75 anos da Mensagem

Nos próximos dias 1, 2 e 9 de Dezembro, a Biblioteca Nacional, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e a Câmara Municipal de Lisboa promovem uma sessão comemorativa dos 75 anos da publicação de Mensagem, de Fernando Pessoa.

No dia 1, às 17h30, na BN, a sessão abre com as intervenções de Jorge Couto (Director-Geral, BNP), Paula Morão (Directora- Geral, DGLB) e Catarina Vaz Pinto (Vereadora da Cultura, CML). Segue-se uma comunicação de Eduardo Lourenço, a leitura de alguns poemas de Mensagem pelo actor Luís Lucas e um debate, moderado por Carlos Vaz Marques, a partir do tema ‘Pessoa e o sonho do supra-Camões’, com as intervenções de Eduardo Lourenço, Manuel Alegre e Vasco Graça Moura. O dia encerra com o lançamento de uma edição fac-similada do original da Mensagem, com a chancela da Guimarães, apresentada por Jorge Couto (Director da BNP), Paulo Teixeira Pinto (Guimarães Editores) e David Ferreira (FNAC Portugal).

No dia 2, às 18h30, a Fnac do Chiado recebe um debate sobre o tema “É a hora!” O sentido da Mensagem, com as participações de Paulo Borges, Manuel Gandra e Miguel Real e moderação de Carlos Vaz Marques.

No dia 9,às 18h30, é a vez de a Casa Fernando Pessoa acolher um debate, desta vez com o tema ‘Mensagem, o Poema, o Prémio e o Estado Novo’. Carlos Vaz Marques volta a moderar e os participantes são José Blanco, Richard Zenith e José Carlos Seabra Pereira.