(14 Fevereiro)
Pela última vez este ano, o Auditório Municipal da Póvoa de Varzim encheu (e quase rebentou pelas costuras) para assistir à entrega dos prémios literários anunciados na quarta-feira e para fechar as Correntes deste ano com a habitual festa. Tatiana Bessa subiu ao palco para receber o Prémio Literário Correntes D’Escritas/Papelaria Locus, seguida pela professora responsável por uma das escolas vencedoras do Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora (atribuído pela primeira vez este ano) e por Gastão Cruz, distinguido com o Prémio Literário Casino da Póvoa/ Correntes d’Escritas pelo livro A Moeda do Tempo, editado pela Assírio & Alvim.
Como o número de escritores convidados duplicou este ano, o vereador da cultura e cicerone da cerimónia, Luís Diamantino, preferiu não arriscar as fundações do palco com a presença de tanta gente, chamando Corsino Torres em represetnação de todos e aproveitando para pedir coro à plateia nos ‘Parabéns a Você’ que celebraram o aniversário do poeta cabo-verdiano. Mas quem subiu ao palco, e nem poderia ser de outra maneira, foi a equipa que organiza e produz estes cinco dias inesquecíveis e anualmente repetidos. Para além de Manuela Ribeiro e Francisco Guedes, as faces mais permanentemente visíveis, ali estiveram organizadores, motoristas, operários, voluntários e todos os trabalhadores que anualmente transformam a Póvoa num paraíso literário e que ainda por cima o fazem com um entusiasmo, uma simpatia e uma vontade de partilha que não terão igual em mais sítio nenhum.
E depois disso, pela noite dentro houve mais conversas, moradas trocadas por livros, fotografias e a vontade de nos voltarmos a encontrar daqui a um ano. As olheiras matinais, esses sinais estridentes de que se esteve na Póvoa, não foram nada comparadas com os momentos que se guardarão de mais uma edição das Correntes d’Escritas.