Feira do Livro de Lisboa 09: Balanço (sem contas, para não me assustar)

Encerrada a Feira, resta dizer que os novos pavilhões trouxeram um ar de novidade ao espaço, aliando os bons ares do Parque com uma imagem renovada que muito beneficiou a exposição dos livros (e, imagino, o conforto de quem os vende). Apenas dois pequenos problemas pareciam afectar os novos pavilhões, mas ambos foram ou estarão a ser resolvidos: primeiro, a ‘impermeabilização’, depois, a redução do espaço. Nos dias em que choveu muito, alguns pavilhões meteram, literalmente, água, mas é preciso dizer que o processo foi prontamente acompanhado pelos técnicos e pela própria APEL (cujo presidente fez questão de se dirigir aos diferentes editores para saber quais tinham sido os estragos e para assegurar a sua cobertura), que corrigirá as falhas para a próxima utilização. Quanto à redução do espaço, creio que ela afectou sobretudo os alfarrabistas, pelo facto de cada livro presente no respectivo pavilhão ser um título único (ao contrário das editoras, que possuem vários exemplares de cada título, tendo espaço suficiente para expor cada um deles). No entanto, a imaginação e o ‘desenrasca’ resolveram a situação ao fim de poucos dias de Feira, com a instalação de mesas com cavaletes e alguns caixotes no espaço adjacente ao pavilhão.

Uma nota para a organização: é essencial que um espaço com as dimensões e as características da Feira, onde se pretende que os visitantes passem algumas horas, usufruindo das compras, da programação e até da restauração, tenha casas de banho em número suficiente e em condições de higiene exemplares. Se em anos anteriores uma casa de banho pré-fabricada, mas com instalações sanitárias normalizadas, se instalava a meio do percurso, juntando-se à que existe no início do Parque e resolvendo razoavelmente a questão do número (e, já agora, com uma limpeza que, pelo que me lembro, estava dentro dos padrões aceitáveis), este ano a opção foram as casas de banho portáteis, pouco amigáveis sobretudo para as senhoras e, acima de tudo, nada higiénicas. E como se não bastasse a pouca higiene possível em semelhantes espaços, a limpeza também não se efectuou com a regularidade desejada (e fico-me por aqui, porque podia levar a descrição a um ponto muito desagradável…). Para o ano, por favor, pensem nisto com carinho.

Balanço pessoal? Belos passeios, conversas pela tarde fora com gente que gosta de livros e sabe do que fala, demasiadas farturas (as do Scalabitano levaram a palma de melhores farturas de todas as Feiras do Livro!) e algumas descobertas. Nos alfarrabistas, houve encontros que serão festejados para sempre e achados inesperados, como a edição fac-similada de um livro ilustrado de Monteiro Lobato, dos anos 20. As promoções da Relógio d’Água, da Assírio & Alvim e da Antígona quase me levaram à falência, o catálogo da Penguin levado pela Tinta da China e pela Pó dos Livros comprometeu o reembolso do IRS e as relíquias da Sá da Costa e da Horizonte estão à espera de lugar nas prateleiras. Para o ano há mais.

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