À margem

Quem frequenta bibliotecas conhece o fenómeno: escritos à margem do texto, surgem por vezes comentários de leitores por cujas mãos aquele livro já passou. Acontecia muito na biblioteca da FCSH, e apesar da intrusão, houve um ou outro comentário que se revelou útil (sobretudo nos manuais de linguística histórica, onde se encontravam exemplos de etimologias e algumas explicações ou remissões para outros autores). Mais interessante eram as notas que por vezes apareciam em livros muito antigos, na Biblioteca Nacional ou na Torre do Tombo, como os manuscritos medievais, comentados por algum leitor furtivo por volta do século XVII ou XIX. E é curioso notar que se a antiguidade do livro torna mais chocante a rasura, a antiguidade da rasura pode tornar-se um extra precioso. Mas desvio-me do objectivo inicial, que era o de ‘linkar’ este artigo do Guardian, assinado por Daniel Kalder, sobre os comenarios à margem.

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