Bem sei que os olhares estão mais inclinados para o novo brinquedo da Apple (que parece catita, sim senhora) e para a noção de portabilidade associada à ilusão de conter o mundo nas mãos, mas não queria deixar de chamar a atenção para este livro, pouco ou nada portátil, igualmente ilusório sobre a possibilidade de abarcar o mundo, e agora exposto pela primeira vez de modo a poderem ver-se as suas páginas. Trata-se do Klencke Atlas, oferecido ao rei Carlos II em 1660 por Yohannes Klencke, um mercador holandês, na sequência da restauração da monarquia em Inglaterra e na Escócia. São cerca de cem mapas registando o mundo até ao século XVII, encadernados num volume que mede 1.75 por 2.00 metros. O livro será mostrado ao público na British Library, numa das suas exposições de Verão, onde outros mapas e atlas igualmente atípicos estarão à disposição dos visitantes.
O artigo vem no Guardian (de onde retirei a fotografia).