Correntes d’Escritas 2010: Segunda Mesa

Apesar dos primeiros vestígios de olheiras, a assistência da primeira mesa do dia não falhou. A partir da frase “pedra a pedra, constrói-se a poesia”, Manuel Rui, Maria Teresa Horta, Pedro Teixeira Neves, Rosa Alice Branco e Tiago Gomes, moderados por José Carlos de Vasconcelos, leram textos sobre a arte poética e o seu modo de criação particular, alguns citando nomes da sua própria constelação de leituras e referências (como Maria Teresa Horta, que evocou Cecília Meireles, Anna Akhmatova, Marina Tsvetáieva, Emily Dickinson ou Teresa d’Ávila), outros divagando sobre uma possível essência da poesia. E porque de “pedra a pedra” se queria falar, Rosa Alice Branco lembrou as reflexões de Victor Hugo sobre a arquitectura, esse “grande poema de pedra”, e sobre a cidade de Paris feita “grande crónica de pedra que foi ficando ilegível com o passar do tempo”. Forte metáfora, capaz de dissipar as primeiras olheiras destas Correntes.

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