Coisas para resgatar à vida efémera dos jornais IV

No Público de sábado, José Pacheco Pereira assina um belo texto sobre bibliotecas. Começa assim:

Se for pessimista posso dizer que tenho em casa várias bibliotecas mortas. Se quiser ser optimista, várias bibliotecas que salvei de morrer, algumas in extremis. Explico-me: no ofício de bibliófilo, de amador de livros, encontro-me muitas vezes com restos de bibliotecas, ou nalguns casos com bibliotecas inteiras, que recolho a casa, com as dificuldades que os livros transportam. Livros são matéria difícil e cara de manter: ocupam muito espaço, são muito pesados, ganham pó e humidade, bolores e uma fauna sinistra de insectos que já leram muito mais do que os humanos. Leram aliás de uma forma mais holística, comendo livros, jornais e revistas. Eu que sou gandhiano e vagamente budista em relação a todas as formas de vida – nunca se sabe que inimigos meus, ignorantes presumidos em vida, reincarnaram em caruncho ou “peixinhos de prata” por castigo divino – transformo-me num Átila diante desses bichos.

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