Literatura em Viagem 2010

Com várias obrigações de trabalho em Lisboa, só consegui chegar ao LeV no seu terceiro dia. Mas valeram a pena todas as corridas entre táxis e comboios.

Na segunda-feira, quando entrei no auditório da Biblioteca Municipal, Alexandra Lucas Coelho falava de modo torrencial sobre as suas viagens, e contava coisas sobre o Afeganistão, sobre a deputada que recebe os eleitores um a um, para lhes ouvir as queixas, sobre o modo como livros e viagens se cruzam. E de jardins, caravansarais, mujahedins e outras palavras que conhecemos mal, mas que numa cadência tão próxima da escrita, não têm nada de ‘exótico’. E diz, com toda a certeza, que “antes de tudo, as viagens são as pessoas”.

Para além das pessoas, as viagens também são memória, a que se leva e a que se traz, e talvez sobretudo a que se vai construindo. Na mesma mesa, José Rentes de Carvalho partilha com a audiência (que enchia a sala) o seu passei matinal por Vila Nova de Gaia, em busca do local da sua infância. E explica que essa demanda talvez tenha sido uma asneira, porque o dito lugar só existe na sua cabeça.

Ao jantar, fala-se de tudo, como é hábito nestes encontros, mas os livros não deixam de insinuar-se, os que já existem e os que aí vêm. Há quem recolha histórias improváveis, quem partilhe viagens antigas e quem tente inventar caminhos para outras partidas. E à volta da mesa e dos livros, tudo se torna possível.

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