Correntes d’Escritas 2011: quarta mesa

Diz-se que a poesia não costuma encher casas, mas a última mesa do dia garantiu o contrário e foi perante um auditório quase sem lugares que Ana Luísa Amaral, Carmen Yañez, Gastão Cruz, Ivo Machado e Uberto Stabile, moderados por Francisco José Viegas, recusaram o sentido imediato do verso de Paulo Teixeira, “Nua de símbolos e alusões é a poesia” (O Anel do Poço). Com uma divisão nítida entre duas posturas, a de dissecar sentidos e a de afirmar paixões, a mesa acabou por se encontrar na certeza de que o mote, assim, descontextualizado, não teria acepção possível. A não ser que, como propôs Ana Luísa Amaral, o verso fosse repontuado: “Nua. De símbolos e alusões é a poesia.”

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