Gostar de reaccionários

É uma provocação, lançar este livro um dia depois do 25 de Abril. De certeza que ontem, António Sousa Homem não andou pela Avenida de cravo na mão, e a verdade é que teria estragado tudo se o tivesse feito. Um reaccionário é um reaccionário, e este é um reaccionário cheio de estilo, e por isso tem lugar cativo por entre os meus pecadilhos, habitando a mesma prateleira que mais um ou dois reaccionários da minha estima literária. Os ares de Moledo, os almoços de família e as incompreensões perante o avanço do mundo, está lá tudo. Mais logo, pelas 18h30, a Bertrand do Chiado recebe Joana Amaral Dias, Francisco José Viegas e Pedro Lomba para as apresentações de Um Promontório em Moledo (Bertrand). O Dr. Sousa Homem diz que fará o possível para estar presente, mas desconfio que não vai arriscar atravessar o Chiado, não vá tropeçar em dois ou três cravos que por ali tenham ficado esquecidos.

One comment

  1. Provocação é assinar um livro com um nome inventado de uma personagem inventada.

    Uma coisa é criar um pseudónimo. Outra – para mim fraude intelectual, senão legal – fingir que uma certa pessoa existe, e inclusivé inventar-lhe uma fotografia.

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