O título deste post não é nada correcto, mas parece que tenho excesso de Calvinos na estante. Não é correcto porque nenhum livro de Italo Calvino está a mais, na minha estante ou no mundo, mas acabo de constatar, ao querer guardar no sítio respectivo o exemplar de Os Amores Difíceis que andava aqui à deriva, que já não tenho espaço para italianos nas prateleiras que lhes atribuí. Perto da crise, das prestações que os chineses nos estão a cobrar não tarda, do aumento dos transportes e de todas as patifarias que nos andam a fazer há uns anos, o tema não parece importante. Mas eu já estou a ver a minha vida a andar para trás enquanto tento perceber a que secção posso roubar espaço que não existe para alojar os italianos sem casa. Talvez devesse seguir o exemplo da funchalense Livraria Esperança e começar a pendurá-los do tecto.

Ou então seguir a ideia do Bibliotecário de Babel que tem uma oferta de livros agendada para o próximo dia 24.
🙂
Cara Olinda, o problema não são os livros dos quais consigo separar-me; esses, costumo oferecê-los, há já uns anos, a bibliotecas e escolas. O problema são os outros, aqueles que fazem mesmo parte da minha biblioteca e sem os quais a dita biblioteca se sentiria desfalcada. Esses é que não cabem e desses não me posso afastar.
«Tenho 165 anos de prática de livraria – 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus» {Jorge Figueira de Sousa}
http://encontrolivreiro.blogspot.com/2011/05/esperanca-na-madeira.html
Obrigada, Luís!