Da Vida Secreta dos Livros VIII

Anda a circular pelo Facebook há tanto tempo que já era altura de o partilhar aqui também. “The Joy of Books” é um vídeo feito pela equipa da Type, uma livraria de Toronto, que confirma aquilo de que já se desconfiava: à noite, quando ninguém está a ver, os livros têm vida própria (e é por isso que mantenho autores ingleses e irlandeses em prateleiras separadas, assim como espanhóis e catalães, bascos ou galegos, já para não falar de teólogos e cientistas).

2 comments

  1. Sou catalão e acho altamente ofensivo o seu comentário xenófobo contra os povos que temos vivido de forma pacífica durante séculos nesta terra benta por Deus chama ESPAÑA. Mas sempre resulta piscar o olho aos 4 intelectuais nacionalistas. Peço-lhe para alterar o texto, não descarto acções legais.

  2. Caro Jaime, vamos por pontos. Não me move nenhuma espécie de xenofobia para com os povos do país vizinho, que conheço bastante bem, e creio que isso é muito claro no meu texto. Suponho que qualquer pessoa que leia o que escrevi a propósito de autores das diferentes regiões ou autonomias espanholas perceberá que se trata de uma piada relativa ao facto de haver discussões recorrentes, mais ou menos acesas, entre pessoas que pertencem a essas autonomias ou entre pessoas que, não pertencendo, têm opiniões diversas sobre qual a melhor forma de organização política tendo em conta as geografias de Espanha (piada que extrapolei para o universo dos livros arrumados nas estantes). Eu própria assisti a muitas dessas discussões ao vivo e dizer que vi galegos discutindo com espanhóis de Madrid, ou catalães discutindo com bascos, sobre se a melhor forma de organizar o território comum é a autonomia, a independência ou a integração num só Estado não é um comentário xenófobo, é a constatação de que esses temas geram debate (e, naturalmente, geram mais debate e debate mais comprometido entre pessoas que têm directamente a ver com as questões debatidas do que entre outras pessoas, ou seja, e explicando com mais pormenor para não haver equívocos, faz sentido que um barcelonês e um madrilenho discutam com mais propriedade o tema da autonomia, da integração ou da independência da Catalunha em relação ao Estado central do que, digamos, um chinês e um mexicano, e isto sem querer dizer que um chinês e um mexicano não possam discutir o mesmo tema). A mesma conversa é válida para os ingleses e os irlandeses. E até pode ser válida para portugueses e espanhóis (também já assisti a discussões sobre se estaríamos melhor pertencendo a Espanha ou mantendo a independência, o que me podia levar a fazer a mesma piada com autores portugueses e espanhóis nas minhas estantes, e isso não queria dizer que os portugueses e os espanhóis se odeiam ou estão sempre prontos para se matarem. Está percebido?
    Quanto ao pedido para alterar o texto, só posso interpretá-lo como um engano. Não escrevi nada que ofendesse quem quer que fosse e a ideia de que deveria alterar o que escrevi só faz sentido se acharmos que a censura é um bom mecanismo para regular a expressão das ideias de cada um. Como não partilho dessa ideia, não farei o que me pede.

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