Novidades Bertrand/Círculo de Leitores

As editoras do grupo Bertrand/Círculo de Leitores apresentaram esta semana os livros que irão colocar nas livrarias até ao final do ano. Na Quetzal, destaque para A Piada Infinita, de David Foster Wallace, com promessas de um tsunami cerebral por cada leitor que se aventurar, Onde Andará Dulce Veiga, de Caio Fernando Abreu (e isto merecia champanhe, oh, se merecia), A Civilização do Espectáculo, de Mário Vargas Llosa, Mazagran, de José Rentes de Carvalho, Poesia Reunida, de Maria do Rosário Pedreira (com alguns inéditos) e A Herança Perdida, de James Wood. Na Bertrand, é de saudar, finalmente, a edição de Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon, bem como o regresso do Galo Gordo (uma estreia na Bertrand, já que o livro anterior saiu na Caminho), de Inês Pupo e Gonçalo Pratas, com ilustração de Cristina Sampaio, com Este Dia Vale a Pena. Na Temas e Debates, Maquiavel e Herdeiros, de Diogo Pires Aurélio, e Quando a China Mandar no Mundo, de Martin Jacques, prometem ser leitura actual para os tempos que aí vêm (e para os que já cá estão, na verdade). Na Contraponto, vai sair O Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs, e o grande destaque é para mais uma peça naquilo que parece ser (e eu só posso esperar que seja) o início de um catálogo decente de banda desenhada: depois de Persépolis, de Marjane Satrapi, vem aí Fun Home, de Alison Bechdel. Já deve andar pelas livrarias, com uma capa amarela, e o melhor que podemos fazer é deitar-lhe a mão.

Nem tudo foram notícias reluzentes na apresentação das novidades deste grupo editorial. Parece que a Bertrand vai prosseguir a saga da panela mágica, editando uma coisa chamada Boas Festas Com a Bimby, e se isso não é uma espécie de trombeta do apocalipse, não sei o que possa ser…

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2 comments

  1. Algumas boas recomendações aí. Já agora: James Wood, não Woods.

    PS: Aconselho a por de parte os preconceitos e experimentar a panela mágica. No geral quem usa a Bimby são pessoas que gostam de cozinha. Vai ver como tem grande parte do prazer de cozinhar “tradicionalmente”, sem parte dos incómodos. E saudável, e bla bla. Apocalipse são as fast foods e os take aways, não as Bimbys.

  2. Tem razão, Rui. Vou já corrigir o ‘s’, até para não se confundir com o actor americano.
    Quanto à Bimby, assumo o preconceito. E algum masoquismo também. É que gosto, mesmo, de fazer massa de pão ou de pizza à mão, de cortar, um a um, todos os ingredientes de um molho, de os misturar a passo, de confirmar temperos, de fazer compotas olhando para a panela em busca do ponto certo, etc, etc. Sei que a Bimby faz tudo isso e muito mais, mas não tenho como ter simpatia pelo zingarelho.

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