Sem jornalismo não há democracia

Uma pausa nos livros e nas leituras para apoiar uma luta importante, tão importante que podemos dizer que está em causa o sistema democrático tal como o conhecemos, e isso não é coisa pouca.

Os trabalhadores da Agência Lusa iniciaram hoje uma greve de 4 dias. Aqui ficam os seus motivos e a agenda de acções para os próximos dias (amanhã, por exemplo, a luta da Lusa encontra-se com a do Público, onde 48 trabalhadores estão em risco de perder o emprego, comprometendo seriamente a qualidade e a seriedade do jornal):

A PROPÓSITO DA GREVE NA AGÊNCIA LUSA

Os Trabalhadores da Agência Lusa iniciam na quinta-feira, dia 18, uma greve de quatro dias, contra a intenção do Governo de reduzir em cerca de 30 por cento o valor do contrato de serviço noticioso e informativo de interesse público.

Essa redução comprometerá gravemente o funcionamento e a dimensão da rede nacional e internacional da Agência, bem como a qual

idade editorial dos serviços por ela prestados. Os órgãos representativos dos trabalhadores da Agência Lusa decidiram agendar as seguintes ações para os dias de greve:

Dia 18, quinta-feira
– Concentração junto da Presidência do Conselho de Ministros, a partir das 11h.
– Concentração à porta da delegação da Lusa no Porto (Praça Coronel Pacheco), a partir das 10h, com a presença do presidente do sindicato dos jornalistas, Alfredo Maia.
– Ação de sensibilização junto às antigas instalações da delegação da Lusa em Coimbra, na Avenida Fernão de Magalhães, às 10h.

Dia 19, sexta-feira
– Concentração junto à porta lateral do Parlamento às 09h30.
– Deslocação às 11h00 do Parlamento para o jornal Público (Rua Viriato 13, metro Picoas), também em greve neste dia, no âmbito de uma ação convocada por jornalistas de diversos meios de comunicação social, em solidariedade com os jornalistas do Público e da Lusa. Esta mesma ação repete-se junto à sede da Agência Lusa, por volta das 13h.
– Debate sobre a situação da comunicação social, organizado em conjunto pela Lusa e pelo Público, no auditório do Polo das Indústrias Criativas da UPTEC, no Porto (Praça Coronel Pacheco), às 11h.

Dia 20, sábado
– Ação de sensibilização junto ao café A Brasileira, à saída do metro da Baixa-Chiado, às 12h.
– Ação de sensibilização junto à Estátua do Ardina, na Praça da Liberdade, Porto, às 10h, seguindo para a Rua de Santa Catarina.

Dia 21, domingo
– Ações de sensibilização feitas por diversos piquetes de greve junto dos restantes órgãos de comunicação social, clientes dos serviços da Agência Lusa.

Dia 22, segunda-feira
– Conferência de imprensa, às 11h, nas instalações do Sindicato dos Jornalistas, em Lisboa, com os representantes dos órgãos representativos dos trabalhadores, na qual será feito um balanço da greve e serão anunciadas novas ações.

Tendo presente que a Lusa distribui, por mês, quase 12 mil notícias e 30 mil fotografias, mais de 1000 sons, 850 vídeos, para além de assegurar um serviço de agenda nacional, regional e local, satisfazendo as necessidades de rádios, sites, jornais e televisões, os Trabalhadores da Agência Lusa lamentam os incómodos que esta greve possa causar aos restantes órgãos de comunicação social, clientes da Agência, mas apelam à sua compreensão e solidariedade e, sobretudo, à cobertura noticiosa destas ações de luta.

DESTRUIR A AGÊNCIA LUSA É ATACAR A DEMOCRACIA
OS TRABALHADORES DA AGÊNCIA LUSA.

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