Correntes d’Escritas 2013: o estranho caso do jornal que faz do futurismo notícia

O caso resume-se assim: uns dias antes das Correntes d’Escritas, o Jornal de Notícias anunciou, pela palavra do jornalista Agostinho Santos, que Manuel António Pina seria o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa/ Correntes d’Escritas e do Prémio Ler/Booktailors. O problema é que não só nenhum dos prémios tinha sido anunciado como o júri do Prémio Casino da Póvoa/ Ler Booktailors ainda não tinha reunido para decidir quem seria o vencedor, pelo que a ‘fonte’ confirmadíssima do jornal não poderia existir, a não ser que aceitemos a bola de cristal ou o Professor Karamba como fontes seguras. A saga continuou, com a reafirmação da notícia, até que o primeiro dos prémios foi anunciado e Hélia Correia foi a vencedora. Ontem, o JN publicou um esclarecimento onde se invoca a protecção de fontes e onde o jornalista assume a responsabilidade pela falta de rigor das sucessivas notícias, mas sempre colocando na fonte a origem do erro.

Sobre o caso, tortuoso e nada abonatório para o jornal (ironia suprema, o mesmo jornal que acolhia as crónicas -maravilhosas e inesquecíveis- de Manuel António Pina), leia-se o post de José Mário Silva, um dos membros do júri, no Bibliotecário de Babel.

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