Rota das Letras: últimos dias

O festival literário de Macau, Rota das Letras, chegou ao fim. Nos últimos dois dias houve espaço para mais debates entre escritores, cinema (com a estreia em Macau de Na Escama do Dragão, de Ivo Ferreira), música (a cantora de Taiwan, Joanna Wang, actuou na sexta-feira e no sábado foi a vez de os Dead Combo e Camané conquistarem a plateia da Cotai Arena, na Taipa) e mais conversas, nomeadamente sobre a Festa Literária Internacional de Paraty, que está em Macau representada pelo seu director, Mauro Muñoz. No último debate, já apresentado como um pós-evento, ontem, mas ainda ecoando a energia que o festival imprimiu à cidade, Ricardo Pinto e Hélder Beja (o director e o sub-director do Rota das Letras, respectivamante) fizeram um balanço muito positivo da edição deste ano, que trouxe um número maior de convidados e conseguiu, através da dispersão dos locais do programa, chegar a um público muito mais diversificado, quer nas escolas que receberam os escritores, quer em espaços espalhados pela cidade como o Albergue, o Instituto Português do Oriente, o Centro Cultural de Macau ou a Casa Garden, onde se situa a Fundação Oriente.

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Sem ponto de comparação relativamente à edição anterior, quem chega pela primeira vez fica com a impressão de que o Rota das Letras, estando ainda a dar os primeiros passos, tem as condições e a equipa necessárias para crescer sem trair os seus objectivos e para se afirmar como um espaço de discussão e encontro entre a literatura, as artes e o pensamento de autores de várias origens e expressões, nomeadamente entre autores da China continental, de Macau e dos países onde se fala português, já que esse é o ponto de partida deste projecto, ainda assim notoriamente disponível para convocar autores de outras origens, algo que só pode valorizar um encontro como este.

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One comment

  1. in http://www.maquinadelavax.blogspot.com

    Do magífico Luiz de Mont´André:

    Percorrendo pelo Natal as bancadas de alfarrabistas que ladeavam a Rua Anchieta, ao Chiado, deparou-se-me A Literatura Portuguesa (História e Crítica), de Aubrey FitzGerald Bell, editada pela Imprensa Nacional, Lisboa, 1971, mas obra do primeiro quartel do século XX. Quinhentas páginas, boa encadernação, preço conversável: chamei-lhe minha.
    Já em casa, reparando no nome de um dos tradutores – Agostinho de Campos, – lembrou-se minha avó Georgina da Antologia da Literatura Portuguesa organizada por ele: «Dezenas de volumes, menino, amoravelmente prefaciados e anotados pelo saudoso professor, que, além disso e de mais, publicou um livro sobre educação cujo título estou que resume em quatro palavrinhas o essencial do assunto: Casa de Pais, Escola de Filhos. Mas não os procures, que não encontras.»
    Os portugueses sempre nos preocupamos de saber como nos vêem os outros, talvez até demasiado, sobretudo entre os escóis (alguns praguentos chamam-lhes por vezes escolhos…), que muitas vezes têm projectado uma imagem das coisas pátrias captada por olhos (ou óculos) estrangeiros, ou, pior ainda, pelo que julgam ser esse olhar, num jogo de espelhos que reflectem tanto imagens autênticas como factícias. E geralmente quem costuma ver-se a si próprio pelos olhos de outros corre o risco de ficar… malvisto. […]

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