FLM: no Funchal, entre livros e autores

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Depois de um voo calmo, quase a convencer-me que posso fingir já não ter medo de andar de avião, a aterragem no Funchal foi medonha, com abanões, subidas e descidas, poços de ar, tudo coisas que não vão ajudar quando chegar a altura de voltar a entrar num avião para regressar a casa. Desabafos à parte, o III Festival Literário da Madeira começou bem, primeiro com Naomi Wolf a solo, depois com um debate animado entre Naomi Wolf e Rui Tavares. Bom, animado no sentido em que houve entusiasmo no esgrimir de argumentos e muita participação do público, porque as descrições da prisão de Guantánamo, os exemplos de direitos e liberdades ameaçados e a constatação (que naturalmente não foi uma novidade) sobre a escassa democracia que ainda sobra na União Europeia não foram exactamente animadores.

À noite, o músico italiano Massimo Cavalli e vários alunos do CEPAM – Escola das Artes animaram o espaço do bar SCAT.

Hoje é dia de regressar à Livraria Esperança. Um ano depois de ter entrevistado o senhor Jorge Figueira de Sousa, livreiro que a nossa memória colectiva fará bem em nunca esquecer, confesso que sinto um aperto no estômago. Regressar à Esperança sabendo-a órfã do seu livreiro não será a mesma coisa, mas quero acreditar que o espaço, o ambiente e a filosofia que sempre definiu a livraria e o trabalho dos seus livreiros estarão iguais. Darei notícias, mais tarde.

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