Rota das Letras: descobrindo Macau

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Ontem à tarde, no Clube Militar, Jason Wordie apresentou o seu livro Macau – People and places, past and present, com a participação do arquitecto Carlos Marreiros, que é sempre tão bom ouvir falar sobre a cidade. Jason Wordie, que chegou a Macau pela primeira vez em 1998, tem pela cidade uma paixão que o levou a descobrir-lhe recantos e segredos com o rigor de quem sabe que a história é a melhor ferramenta para nos entendermos no tempo. Sem fantasiar com nostalgias ou ecos do passado, o autor falou da Macau dos casinos e dos templos, do passado de pobreza extrema, negócios obscuros, escravidão e do cruzamento de gentes e culturas, dos edifícios com fachadas compostas e do que atrás dessas fachadas se esconde. Conto levar um exemplar do livro no regresso e voltar a ele com tempo e dedicação. Antes disso, visitarei o templo de Tin Hau cuja imagem aparece na capa e que, graças à simpatia de Jason Wordie e ao meu mapa já a ficar velhinho, percebi onde era.

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Christina Miu Bing Cheng apresentou o seu mais recente livro dedicado a Macau a partir do olhar de três escritores chineses, Tang Xianzu, Wu Li e Leng Piung-kwan, e olhando detalhadamente para três dos seus muitos templos. A apresentação foi muito formal, mas apesar disso ficou a vontade de conhecer o trabalho da autora, sobretudo porque a cidade que apresentou está cheia de elementos que se relacionam com as práticas religiosas locais, um cruzamento nem sempre fácil de deslindar entre budismo, taoismo e confucionismo, e um panteão de divindades que me parece sempre infindável. Será preciso muito tempo para conhecer e perceber tamanha complexidade, mas parece-me que o livro de Christina Miu Bing Cheng será um bom modo de chegar a bom porto.

A fechar o dia do Rota das Letras, inaugurou-se uma exposição com desenhos de Thomas Boswell (1815-1860), um discípulo de Georges Chinnery cujo trabalho pode ser visto nos próximos dias no Clube Militar. Quero muito regressar a esses desenhos nos próximos dias, com a calma que as inaugurações não costumam permitir.

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